Ibama flagra uso de agrotóxicos para desmatar floresta no Amazonas
Fiscais do Ibama descobriram o uso de agrotóxicos para desmatar a floresta em Apuí (AM)
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluiu, nesta terça-feira (2/9), uma grande operação de fiscalização no sul do Amazonas, que resultou no embargo de 16,4 mil hectares de floresta e na aplicação de mais de R$ 91 milhões em multas.
Coordenada pelo Grupo de Combate ao Desmatamento na Amazônia (GCDA), a ação ocorreu entre 18 de agosto e 2 de setembro e reforça o protagonismo do Ibama na proteção da floresta amazônica. Ao todo, foram lavrados mais de 30 autos de infração, incluindo casos de pecuária ilegal, queimadas e descumprimento de embargos anteriores.
Agrotóxicos
Durante as vistorias, os fiscais do Ibama identificaram indícios alarmantes de uso de agrotóxicos para destruir a vegetação nativa — prática altamente danosa, que pode impedir a regeneração da floresta e dificultar a detecção por satélite, já que não gera alertas térmicos como as queimadas.
Foram coletadas amostras de solo e vegetação para análise em laudo técnico que deve confirmar a presença de resíduos químicos.
Apreensões
A operação também resultou na apreensão de equipamentos e produtos ilegais, como:
dois tratores (pneu e esteira);
duas motosserras e duas motocicletas (sem placas);
116 m³ (toras e madeira serrada), incluindo castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa), espécie ameaçada de extinção.
Estratégia
O desmatamento ilegal na Amazônia é uma das principais fontes de emissão de carbono no Brasil e compromete a biodiversidade. A atuação do Ibama no município de Apuí integra a estratégia nacional de combate ao desmatamento e de recuperação ambiental da Amazônia Legal, alinhada às metas do governo federal de reduzir drasticamente os crimes ambientais até 2030.
Por Assessoria Ibama
