China enfrenta mudanças profundas e promete desenvolvimento rápido
O Partido Comunista evita mencionar a guerra comercial dos EUA, mas enfatiza a consolidação da segurança nacional. Foto: Al Jazeera
O Partido Comunista da China disse que se concentrará em acelerar a autossuficiência em ciência e tecnologia, após uma reunião de quatro dias que aprovou um rascunho do próximo plano de desenvolvimento quinquenal do partido.
A China enfrenta mudanças “profundas e complexas” e crescente incerteza, segundo um anúncio divulgado pela mídia estatal na quinta-feira. Acrescentou que o país buscará “rápido desenvolvimento econômico” e “consolidará a segurança nacional”.
Também prometeu mais esforços para expandir a demanda interna e melhorar a vida da população, sem fornecer detalhes sobre como pretende conter a dependência excessiva da China nas exportações.
O comunicado não mencionou diretamente a guerra comercial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas a medida ocorre no momento em que os EUA impõem controles cada vez mais rígidos sobre o acesso da China a semicondutores e outros itens de alta tecnologia.
O líder chinês, Xi Jinping, deve se encontrar com Trump para conversas na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul, na próxima semana. O presidente dos EUA afirmou que pretende fechar um acordo comercial “justo”, apesar da recente discussão sobre tarifas.
Pequim tem um quase monopólio na produção de terras raras, indispensáveis às indústrias globais de defesa e semicondutores, e espera-se que use isso como alavanca nas próximas negociações comerciais.
Na semana passada, as tensões entre a China e os EUA aumentaram quando Pequim anunciou novas restrições às suas exportações de terras raras e Trump ameaçou aumentar as tarifas sobre produtos chineses para 100%.
Na segunda-feira, Trump pareceu deixar os conflitos recentes para trás, dizendo que os dois países precisam prosperar juntos e anunciando que visitaria a China no início do ano que vem, após receber um convite de Pequim.
Romper o domínio da China sobre o fornecimento de terras raras provavelmente levará pelo menos uma década, se não mais, de acordo com analistas e especialistas do setor.
O esforço para alcançar a autossuficiência enfrenta desafios que incluem altos custos de capital, lacunas em conhecimento técnico e riscos ambientais.
Por Al Jazeera
