Congresso retoma trabalhos com foco na CPMI do INSS
Depoimentos tensos tratam de fraudes que somam mais de R$ 1 bilhão. Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Os trabalhos no Congresso Nacional, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS, seguem nesta semana.
Dois depoimentos serão ouvidos nesta segunda-feira (20). O primeiro é de Felipe Macedo Gomes, ex-presidente de Amar Brasil, uma associação que realizou mais de R$ 1 bilhão em descontos indevidos.
A segunda a ser ouvida é a ex-integrante do Conselho Nacional da Previdência Social, Tonia Galleti, que apresentou denúncias de supostos acordos entre associações e o INSS dentro do colegiado.
Outra expectativa é a de que seja marcada a sessão do Congresso Nacional que vai votar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, de 2026, que deveria ter sido votada antes do recesso de julho.
Senadores e deputados também devem votar os 63 vetos do presidente Lula à lei que altera as regras de licenciamento ambiental no país. A proposta flexibiliza esse tipo de licenciamento e pode ampliar o desmatamento de áreas de proteção ambiental.
A sessão com essas pautas estava agendada para última quinta-feira, mas acabou desmarcada pelo presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre.
Também é esperado que o presidente Lula indique o substituto do ministro Luís Roberto Barroso no STF, que teve sua aposentadoria oficializada na última semana.
Depois da indicação pelo presidente da República, o nome escolhido deve ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, em seguida, segue para votação em plenário.
Por Gésio Passos – Repórter da Rádio Nacional
